quarta-feira, 3 de dezembro de 2014

O nascimento da Filosofia



Ouvindo a voz dos poetas


Escutemos, por um instante, a voz dos poetas, porque ela costuma exprimir o que
chamamos de “sentimento do mundo ”, o sentimento da velhice e da juventude
perene do mundo, da grandeza e da pequeneza dos humanos ou dos mortais.
Assim, o poeta grego Arquíloco escreveu:
E não te esqueças, meu coração,
que as coisas humanas apenas
mudanças incertas são.
Outro poeta grego, Teógnis, cantando sobre a brevidade da vida, dizia:
Choremos a juventude e a velhice também,
pois a primeira foge e a segunda sempre vem.
Também o poeta grego Píndaro falava do sentimento das coisas humanas como
passageiras:
A glória dos mortais num só dia cresce,
Mas basta um só dia, contrário e funesto,
para que o destino, impiedoso, num gesto
a lance por terra e ela, súbito, fenece.
Mas não só a vida e os feitos dos humanos são breves e frágeis. Os poetas
também exprimem o sentimento de que o mundo é tecido por mudanças e
repetições intermináveis. A esse respeito, a poetisa brasileira Orides Fontela
escreveu:
O vento, a chuva, o sol, o frio
Tudo vai e vem, tudo vem e vai.
E o poeta brasileiro, Carlos Drummond, por sua vez, lamentou:
Como a vida muda.
Como a vida é muda.
Como a vida é nuda.
Como a vida é nada.
Como a vida é tudo.
...
Como a vida é senha
de outra vida nova
...
Como a vida é vida
ainda quando morte
...
Como a vida é forte
em suas algemas.
...
Como a vida é bela
...
Como a vida vale
mais que a própria vida
sempre renascida.
O sentimento de renovação e beleza do mundo, da vida, dos seres humanos é o
que transparece nos versos do poeta brasileiro Mário Quintana, nos seguintes
versos:
Quando abro a cada manhã a janela do meu quarto
É como se abrisse o mesmo livro
Numa página nova...
E, por isso, em outros versos seus, lemos:
O encanto
sobrenatural
que há
nas coisas da Natureza!
...
se nela algo te dá
encanto ou medo,
não me digas que seja feia
ou má,
é, acaso, singular...
Numa das obras poéticas mais importantes da cultura do Ocidente europeu, as
Metamorfoses, o poeta romano Ovídio exprimiu todos esses sentimentos que
experimentamos diante da mudança, da renovação e da repetição, do nascimento
e da morte das coisas e dos seres humanos. Na parte final de sua obra, lemos:
Não há coisa alguma que persista em todo o Universo. Tudo flui, e tudo só
apresenta uma imagem passageira. O próprio tempo passa com um
movimento contínuo, como um rio... O que foi antes já não é, o que não
tinha sido é, e todo instante é uma coisa nova. Vês a noite, próxima do
fim, caminhar para o dia, e à claridade do dia suceder a escuridão da
noite... Não vês as estações do ano se sucederem, imitando as idades de
nossa vida? Com efeito, a primavera, quando surge, é semelhante à criança nova... A planta nova, pouco vigorosa, rebenta em brotos e enche
de esperança o agricultor. Tudo floresce. O fértil campo resplandece com
o colorido das flores, mas ainda falta vigor às folhas. Entra, então, a
quadra mais forte e vigorosa, o verão: é a robusta mocidade, fecunda e
ardente. Chega, por sua vez, o outono: passou o fervor da mocidade, é a
quadra da maturidade, o meio-termo entre o jovem e o velho; as têmporas
embranquecem. Vem, depois, o tristonho inverno: é o velho trôpego, cujos
cabelos ou caíram como as folhas das árvores, ou, os que restaram, estão
brancos como a neve dos caminhos. Também nossos corpos mudam
sempre e sem descanso... E também a Natureza não descansa e,
renovadora, encontra outras formas nas formas das coisas. Nada morre no
vasto mundo, mas tudo assume aspectos novos e variados... Todos os seres
têm sua origem noutros seres. Existe uma ave a que os fenícios dão o
nome de fênix. Não se alimenta de grãos ou ervas, mas das lágrimas do
incenso e do suco da amônia. Quando completa cinco séculos de vida,
constrói um ninho no alto de uma grande palmeira, feito de folhas de
canela, do aromático nardo e da mirra avermelhada. Ali se acomoda e
termina a vida entre perfumes. De suas cinzas, renasce uma pequena fênix,
que viverá outros cinco séculos... Assim também é a Natureza e tudo o
que nela existe e persiste.  


Fonte: Chaui, Marilena. Convite à filosofia, Capítulo 2. 

terça-feira, 2 de dezembro de 2014

Para que Filosofia?



As evidências do cotidiano


Em nossa vida cotidiana, afirmamos, negamos, desejamos, aceitamos ou
recusamos coisas, pessoas, situações. Fazemos perguntas como “que horas são?”,
ou “que dia é hoje?”. Dizemos frases como “ele está sonhando”, ou “ela ficou
maluca”. Fazemos afirmações como “onde há fumaça, há fogo ”, ou “não saia na
chuva para não se resfriar”. Avaliamos coisas e pessoas, dizendo, por exemplo,
“esta casa é mais bonita do que a outra” e “Maria está mais jovem do que Glorinha”.
Numa disputa, quando os ânimos estão exaltados, um dos contendores pode
gritar ao outro: “Mentiroso! Eu estava lá e não foi isso o que aconteceu”, e
alguém, querendo acalmar a briga, pode dizer: “Vamos ser objetivos, cada um
diga o que viu e vamos nos entender”.
Também é comum ouvirmos os pais e amigos dizerem que somos muito
subjetivos quando o assunto é o namorado ou a namorada. Freqüentemente,
quando aprovamos uma pessoa, o que ela diz, como ela age, dizemos que essa
pessoa “é legal ”.
Vejamos um pouco mais de perto o que dizemos em nosso cotidiano.
Quando pergunto “que horas são?” ou “que dia é hoje?”, minha expectativa é a
de que alguém, tendo um relógio ou um calendário, me dê a resposta exata. Em
que acredito quando faço a pergunta e aceito a resposta? Acredito que o tempo
existe, que ele passa, pode ser medido em horas e dias, que o que já passou é
diferente de agora e o que virá também há de ser diferente deste momento, que o
passado pode ser lembrado ou esquecido, e o futuro, desejado ou temido. Assim,
uma simples pergunta contém, silenciosamente, várias crenças não questionadas
por nós.
Quando digo “ele está sonhando”, referindo-me a alguém que diz ou pensa
alguma coisa que julgo impossível ou improvável, tenho igualmente muitas
crenças silenciosas: acredito que sonhar é diferente de estar acordado, que, no
sonho, o impossível e o improvável se apresentam como possível e provável, e
também que o sonho se relaciona com o irreal, enquanto a vigília se relaciona
com o que existe realmente.
Acredito, portanto, que a realidade existe fora de mim, posso percebê-la e
conhecê-la tal como é, sei diferenciar realidade de ilusão.
A frase “ela ficou maluca” contém essas mesmas crenças e mais uma: a de que
sabemos diferenciar razão de loucura e maluca é a pessoa que inventa uma
realidade existente só para ela. Assim, ao acreditar que sei distinguir razão de
loucura, acredito também que a razão se refere a uma realidade que é a mesma
para todos, ainda que não gostemos das mesmas coisas.
Quando alguém diz “onde há fumaça, há fogo” ou “não saia na chuva para não se
resfriar”, afirma silenciosamente muitas crenças: acredita que existem relações de
causa e efeito entre as coisas, que onde houver uma coisa certamente houve uma
causa para ela, ou que essa coisa é causa de alguma outra (o fogo causa a fumaça
como efeito, a chuva causa o resfriado como efeito). Acreditamos, assim, que a
realidade é feita de causalidades, que as coisas, os fatos, as situações se
encadeiam em relações causais que podemos conhecer e, até mesmo, controlar
para o uso de nossa vida.
Quando avaliamos que uma casa é mais bonita do que a outra, ou que Maria está
mais jovem do que Glorinha, acreditamos que as coisas, as pessoas, as situações,
os fatos podem ser comparados e avaliados, julgados pela qualidade (bonito, feio,
bom, ruim) ou pela quantidade (mais, menos, maior, menor). Julgamos, assim,
que a qualidade e a quantidade existem, que podemos conhecê-las e usá-las em
nossa vida.
Se, por exemplo, dissermos que “o sol é maior do que o vemos”, também
estamos acreditando que nossa percepção alcança as coisas de modos diferentes,
ora tais como são em si mesmas, ora tais como nos aparecem, dependendo da distância, de nossas condições de visibilidade ou da localização e do movimento
dos objetos.
Acreditamos, portanto, que o espaço existe, possui qualidades (perto, longe, alto,
baixo) e quantidades, podendo ser medido (comprimento, largura, altura). No
exemplo do sol, também se nota que acreditamos que nossa visão pode ver as
coisas diferentemente do que elas são, mas nem por isso diremos que estamos
sonhando ou que ficamos malucos.
Na briga, quando alguém chama o outro de mentiroso porque não estaria dizendo
os fatos exatamente como aconteceram, está presente a nossa crença de que há
diferença entre verdade e mentira. A primeira diz as coisas tais como são,
enquanto a segunda faz exatamente o contrário, distorcendo a realidade.
No entanto, consideramos a mentira diferente do sonho, da loucura e do erro
porque o sonhador, o louco e o que erra se iludem involuntariamente, enquanto o
mentiroso decide voluntariamente deformar a realidade e os fatos.
Com isso, acreditamos que o erro e a mentira são falsidades, mas diferentes
porque somente na mentira há a decisão de falsear.
Ao diferenciarmos erro de mentira, considerando o primeiro uma ilusão ou um
engano involuntários e a segunda uma decisão voluntária, manifestamos
silenciosamente a crença de que somos seres dotados de vontade e que dela
depende dizer a verdade ou a mentira.
Ao mesmo tempo, porém, nem sempre avaliamos a mentira como alguma coisa
ruim: não gostamos tanto de ler romances, ver novelas, assistir a filmes? E não
são mentira? É que também acreditamos que quando alguém nos avisa que está
mentindo, a mentira é aceitável, não seria uma mentira “no duro”, “pra valer”.
Quando distinguimos entre verdade e mentira e distinguimos mentiras
inaceitáveis de mentiras aceitáveis, não estamos apenas nos referindo ao
conhecimento ou desconhecimento da realidade, mas também ao caráter da
pessoa, à sua moral. Acreditamos, portanto, que as pessoas, porque possuem
vontade, podem ser morais ou imorais, pois cremos que a vontade é livre para o
bem ou para o mal.
Na briga, quando uma terceira pessoa pede às outras duas para que sejam
“objetivas” ou quando falamos dos namorados como sendo “muito subjetivos”,
também estamos cheios de crenças silenciosas. Acreditamos que quando alguém
quer defender muito intensamente um ponto de vista, uma preferência, uma
opinião, até brigando por isso, ou quando sente um grande afeto por outra pessoa,
esse alguém “perde” a objetividade, ficando “muito subjetivo”.
Com isso, acreditamos que a objetividade é uma atitude imparcial que alcança as
coisas tais como são verdadeiramente, enquanto a subjetividade é uma atitude
parcial, pessoal, ditada por sentimentos variados (amor, ódio, medo, desejo).
Assim, não só acreditamos que a objetividade e a subjetividade existem, como ainda acreditamos que são diferentes e que a primeira não deforma a realidade,
enquanto a segunda, voluntária ou involuntariamente, a deforma.
Ao dizermos que alguém “é legal ” porque tem os mesmos gostos, as mesmas
idéias, respeita ou despreza as mesmas coisas que nós e tem atitudes, hábitos e
costumes muito parecidos com os nossos, estamos, silenciosamente, acreditando
que a vida com as outras pessoas - família, amigos, escola, trabalho, sociedade,
política - nos faz semelhantes ou diferentes em decorrência de normas e valores
morais, políticos, religiosos e artísticos, regras de conduta, finalidades de vida.
Achando óbvio que todos os seres humanos seguem regras e normas de conduta,
possuem valores morais, religiosos, políticos, artísticos, vivem na companhia de
seus semelhantes e procuram distanciar-se dos diferentes dos quais discordam e
com os quais entram em conflito, acreditamos que somos seres sociais, morais e
racionais, pois regras, normas, valores, finalidades só podem ser estabelecidos
por seres conscientes e dotados de raciocínio.
Como se pode notar, nossa vida cotidiana é toda feita de crenças silenciosas, da
aceitação tácita de evidências que nunca questionamos porque nos parecem
naturais, óbvias. Cremos no espaço, no tempo, na realidade, na qualidade, na
quantidade, na verdade, na diferença entre realidade e sonho ou loucura, entre
verdade e mentira; cremos também na objetividade e na diferença entre ela e a
subjetividade, na existência da vontade, da liberdade, do bem e do mal, da moral,
da sociedade.

Fonte: Chaui, Marilena. Convite à filosofia, introdução.

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Alguns tipos de filosofia - parte 2

Filosofia da linguagem

Filosofia da linguagem é o ramo da filosofia que estuda a essência e natureza dos fenômenos linguísticos. Uma das principais características da filosofia da linguagem é a maior diferença entre o ser humano e os outros seres que existem no mundo. Ela trata, de um ponto de vista filosófico, da natureza do significado linguístico, da referência, do uso da linguagem, do aprendizado da linguagem, da criatividade dos falantes, da compreensão da linguagem, da interpretação, da tradução, de aspectos linguísticos do pensamento e da experiência.

 As principais questões investigadas pela disciplina são:



  •  Como as frases compõem um todo significativo? O que é o significado das "partes" (palavras) das frases?
  • Qual a natureza do significado? O que é o significado?
  • O que fazemos com a linguagem? Como a usamos socialmente? Qual sua finalidade?
  • Como a linguagem se relaciona com a mente do falante e do intérprete?
  • Como a linguagem se relaciona com o mundo?
Os filósofos da linguagem não se ocupam muito do que significam palavras ou frases individuais. Qualquer dicionário ou enciclopédia podem resolver o problema do significado das palavras. O mais interessante é o que significa para uma palavra ou frase significar alguma coisa. Por que as expressões têm os significados que têm? Como uma expressão pode ter o mesmo significado de outra? E, principalmente: qual o significado de "significado"?
A filosofia da linguagem investiga a relação entre o significado e a verdade. Frases sem significado podem ser verdadeiras ou falsas? E as frases sobre coisas que não existem, como o Papai Noel (Pai Natal)? Quando dizemos que algo é verdade, o que é verdadeiro? A frase?
A questão do aprendizado da linguagem levanta algumas questões interessantes. É possível haver pensamento sem linguagem? O quanto a linguagem influencia o conhecimento do mundo. É possível raciocinar sem linguagem? Entre outras. 


Filosofia da linguística 

A Filosofia da Linguística é um ramo da Filosofia da Ciência voltado especificamente à Linguística. Trata-se de um campo de estudos à Filosofia da Física, a Filosofia das Ciências da Vida, à Filosofia da Matemática, etc. Esta resposta nos deixa, no entanto, com a necessidade de dizer o que é a Filosofia da Ciência, área dos estudos filosóficos de que a Filosofia da Linguística faz parte.
E o que é, então, a Filosofia da Ciência?
Filosofia da Ciência é a aplicação de métodos filosóficos a problemas filosóficos que surgem no contexto dos estudos científicos. Embora essa não seja uma caracterização muito elucidativa, ela nos permite dividir a questão inicial em questões menores e (relativamente) mais fáceis de responder: o que é ciência? Que são problemas filosóficos? Quais são os métodos filosóficos? Como esses problemas surgem em diferentes campos - e em diferentes estágios - da investigação científica? 


                                                                                                                            José Borges Neto


Filosofia da religião 

A Filosofia da Religião é uma das divisões da filosofia. Tem por objetivo o estudo da dimensão espiritual do homem desde uma perspectiva filosófica (metafísica, antropológica e ética), indagando e pesquisando sobre a essência do fenômeno religioso. Em síntese, sua pergunta fundamental é: "O que é, afinal, a religião?".
Para o estudo da filosofia da religião são usados os métodos histórico-crítico comparativo, o filológico e o antropológico. O primeiro deles compara as várias religiões no tempo e no espaço, em busca de seus aspectos mais comuns e suas diferenças, para verificar o que constitui a essência do fenômeno religioso. O segundo faz o estudo comparativo das línguas, visando encontrar as palavras utilizadas para descrever e expressar o sagrado e suas raízes comuns. O terceiro método procura reconstruir o passado religioso tendo por base a etnologia (estudo dos povos primitivos e atuais, suas instituições, crenças, rituais e tradições). A Filosofia da Religião deve fazer uma adequada conjugação desses métodos "para obter a melhor soma de elementos para chegar à conclusão mais correta sobre a essência da religião e suas características universais."


 Filosofia do direito 

A Filosofia do Direito é o campo de investigação filosófica que tem por objeto o Direito. Ela pode ser definida como o conjunto de respostas à pergunta “o que é o direito?”, ou ainda como o entendimento da natureza e do contexto do empreendimento jurídico.
A Filosofia do Direito coloca para si mesma a permanente pergunta acerca dos objetivos, finalidades e metas que precisa alcançar a fim de ser significativa e oferecer uma contribuição específica e diferenciada aos acadêmicos e profissionais do Direito. De qualquer modo à Filosofia do Direito compete oferecer ao acadêmico e ao profissional do Direito a possibilidade de pensar e re-pensar de forma crítica os diversos elementos que compõem o vasto universo jurídico.  


Filosofia analítica  

A Filosofia analítica é uma vertente do pensamento contemporâneo, reivindicada por filósofos bastante diferentes, cujo ponto comum é a ideia de que a filosofia é análise - a análise do significado dos enunciados - e se reduz a uma pesquisa sobre a linguagem.
Os primeiros filósofos analíticos foram Frege, Russell, George Edward Moore e Ludwig Wittgenstein.  Há várias correntes dentro da filosofia analítica; dentre elas, o positivismo lógico, que se distingue pela rejeição de toda e qualquer metafísica. Neste contexto, convém destacar o Círculo de Viena, de corte neopositivista, fundado por Moritz Schlick e constituído por filósofos e lógicos austríacos e alemães: Carnap, eventualmente Hans Reichenbach e, em seus primeiros tempos, Wittgenstein. Suas teses foram proclamadas num manifesto, Concepção científica do mundo. 


Filosofia da física 

Considerando-se que a Física sempre esteve associada à Filosofia Natural desde a antiguidade até tempos mais recentes, pode-se considerar que a Filosofia da Física seja a mais antiga disciplina filosófica da história. A reflexão humana sobre o mundo físico precedeu historicamente a reflexão sobre a natureza de nossos próprios pensamentos e de nossas interações sociais com outros seres humanos. No entanto, Filosofia da Física, como disciplina, surge durante o Renascimento e começa a ser aprofundada durante o Iluminismo, tendo um caráter mais epistemológico com o avançar dos séculos.
A Filosofia da Física envolve uma combinação de assuntos conceituais, metodológicos, epistemológicos e até mesmo metafísicos. Um dos primeiros estudos da Filosofia da Física foi refletir que a Física lida com os componentes mais fundamentais do Universo. Surge daí um pensamento onde possivelmente tudo deva ser reduzido a isso; surge então o determinismo científico, onde tudo que existe não passa de simples partículas e que os movimentos destas são para sempre determinados quando se mensuram as posições e as velocidades de todas as partículas no momento atual.
Os cientistas em Física usam o método científico para validar uma teoria, usando uma aproximação metodológica para comparar as implicações da teoria com as conclusões obtidas de experimentos e observações especialmente conduzidos para testar a teoria. Os experimentos e observações são feitos com propósito pré-definido, para se coletar e comparar os dados obtidos por estes com as previsões e teses feitas por um físico teórico, assim ajudando na validade ou não de uma teoria.
 


 Filosofia da biologia

Filosofia da biologia (raramente chamada de Biofilosofia) é um subramo da Filosofia da Ciência, e contém inserida nela a Epistemologia, a Metafísica e a Ética; e a biofilosofia é um ramo das Ciências Biológicas e Ciências Biomédicas. Apesar de os Filósofos das Ciências e Filósofos em geral estarem há muito tempo interessados em biologia (Aristóteles, Descartes e também Kant), a filosofia da biologia apareceu apenas como um campo independente da filosofia nas décadas de 1960 e 1970, quando os filósofos das ciências começaram suas pesquisas com o desenvolvimento da biologia, desde o nascimento do Neodarwinismo nas décadas de 1930 e 1940, e com a descoberta da estrutura do Ácido desoxirribonucleico em 1953 até os mais recentes avanços na Engenharia genética.
Atualmente, a Filosofia da Biologia tornou-se visível, como uma ciência bem fundamentada - com seus próprios jornais, conferências e organizações profissionais. Geralmente, esses autores poderiam ser vistos como seguidores da tradição Empírica, favorecendo as teorias Naturalistas e Psicanalista sobre os seus correlativos. Muitos filósofos contemporâneos da biologia estão se esquivando das tradicionais discussões sobre as distinções entre vida e não-vida. Ao invés disso, eles examinam as práticas, teorias, e conceitos dos biólogos em vista de um melhor entendimento da Biologia como uma disciplina científica (ou grupos de ramos científicos).


Antropologia filosófica 

A Antropologia Filosófica é a antropologia encarada metafisicamente; é um ramo da filosofia que investiga a estrutura essencial do Homem. No entanto, este ocupa o centro da especulação filosófica, sendo que tudo se deduz a partir dele; a partir dele se tornam acessíveis as realidades, que o transcendem, nos modos de seu existir relacionados com essas realidades. Ou seja, a antropologia filosófica é uma antropologia da essência e não das características humanas. Ela se distingue da antropologia mítica, poética, teológica, e científico natural ou evolucionista por dar uma interpretação basicamente ontológica do homem.

Boa Tarde, gente este post é continuação do último artigo que eu postei, ok?Beijos e boa leitura pra vocês :) :*
Ah e se tiverem alguma dúvida deixem nos comentários ou entre em contato >> jeniferbelles@gmail.com <<

Fonte: www.wikipedia.com - www.âmbitojuridico.com.br